Violência urbana: tolerância zero - Ricardo Salles
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Violência urbana: tolerância zero

Há uma combinação explosiva sendo formulada no País que coloca em risco a vida de cada brasileiro. Enquanto os velhos políticos tentam limpar a própria barra com reformas covardes da bagunça econômica que eles mesmos fizeram, é na segurança pública que a esquerda avança suas pautas. Atualmente, a crise de violência urbana nos coloca de frente para nossos maiores dilemas morais, e é essa a bomba mais urgente que o Brasil tem para desarmar.

Violência urbana: o fim da segurança privada

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Tudo começou com o desarmamento civil. Naquele movimento, foi retirado de quase todos os brasileiros, com exceção dos mais ricos e poderosos, o direito à segurança privada. A filosofia, em linhas gerais, era de que toda segurança é segurança pública.

Violência urbana: segurança pública sob ameaça

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Já há algum tempo, a esquerda propõe a “desmilitarização” das nossas polícias, já tão desvalorizadas, e muitas vezes vítimas de um sucateamento proposital, motivado por ideologia.

Mais recentemente, a chamada “letalidade policial” também passou a ser um assunto ventilado pelas redações de jornais e revistas de grande circulação. A ideia de reduzir a violência policial em conflitos contra bandidos ganhou tanta tração entre as nossas “cabeças pensantes” que virou norma, sem levar em conta que os criminosos de hoje são mais armados e violentos que grande parte da força policial.

A pá de cal na dignidade da ação policial foi a audiência de custódia: todo bandido preso passou a ser ouvido antes da vítima, para atender à tara de intelectuais que querem saber se o bandido foi bem atendido pelos policiais. No fim das contas, o bandido acaba virando seu próprio juiz.

Com a polícia de mãos atadas, foram os presídios que entraram na mira. Como se não bastasse o sistema penal leniente que temos, com direito a progressão da pena até para caso de crime hediondo, a esquerda empurrou a farsa do “encarceramento em massa”, já fartamente comprovada falsa como nota de três Reais.

Violência urbana: ação orquestrada?

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Esse quadro geral deixa claro que não é apenas o direito à segurança privada que foi tirado dos brasileiros, mas também o direito à segurança pública. Não enxergar isso é fechar os olhos para uma realidade que transbordou dos grandes centros urbanos para o interior do Brasil. Fica parecendo até que há uma ação orquestrada, para esmagar até tirar o que resta a um povo tão depauperado: seus bens e sua própria vida.

É urgente que os eleitos pelo voto popular respondam à pergunta: essas pautas, impostas desde a promulgação da Constituição de 1988, vêm da sociedade ou de minorias ideológicas sem conhecimento técnico e concreto do assunto e, mais ainda, imunes aos seus riscos e consequências?

O Movimento Endireita Brasil alerta: essas políticas não foram pensadas isoladamente. Elas são a expressão de uma tendência organizada, que dá valor ao banditismo em prejuízo do trabalho. As consequências desse caminho são imprevisíveis, mas uma coisa é certa: a verdadeira vítima será o brasileiro trabalhador.

Ainda que essas ações não deixassem um rastro ideológico evidente, o resultado prático seria idêntico, o de transformar o Brasil num laboratório socialista de violência urbana. Quem não quer mais ser cobaia de uma ideologia fracassada e movida pela inveja tem que ter a resposta na ponta da língua: Tolerância Zero.

Artigo de Ricardo Salles originalmente publicado no Estado de São Paulo.