Violência urbana: endurecer as leis - Ricardo Salles
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Violência urbana: endurecer as leis

Nos últimos anos, o Brasil mergulhou numa crise de violência urbana sem precedentes. Em apenas 10 anos, a taxa de homicídios cresceu 25% no país. Completando 30 anos em 2018, a “Constituição Cidadã” é manchada pela marca dos 62 mil homicídios por ano — sem contar aqueles que nem sequer são registrados.

Essa tragédia nacional tem uma causa muito clara: a leniência com o banditismo, registrada nas nossas leis e também na própria Constituição. Espalhada por todo o nosso território, essa atitude mansa diante dos crimes contra a vida e o patrimônio fez a violência passar dos grandes centros urbanos para as cidades pequenas, aterrorizando famílias que muitas vezes nem têm acesso à proteção policial.

Violência urbana: problemas

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Em tempos de renovação, reverter esses erros é o trabalho mais urgente para o futuro próximo. O caminho é longo, e o primeiro passo a ser dado é o endurecimento das leis contra bandidos que se acostumaram a ver um sistema jurídico trabalhando em favor deles próprios.

Só nas chamadas “saidinhas”, os bandidos brasileiros contam com seis oportunidades de voltar a praticar crimes, incluindo o Dia das Crianças e Finados. Não é surpresa que as ocorrências de crime aumentam nesses períodos. Milhares deles nunca retornam para a prisão.

A progressão da pena alivia até mesmo a vida de estupradores e assassinos. Mesmo quando de fato são presos e ficam na cadeia, os bandidos nem mesmo pagam suas próprias contas, e têm sua estadia na cadeia custeada pela mesma sociedade cujos membros eles roubam e matam. Isso tudo tem que acabar.

Violência urbana: soluções

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Só que, a essa altura, não basta corrigir os erros do passado. Para compensar décadas de frouxidão contra o crime, é preciso ir além. É necessário dar todo o apoio possível àqueles que combatem o crime na prática, no sufoco do dia a dia. Os governantes precisam ter clareza sobre um fato: os policiais arriscam suas vidas em defesa das vidas de todos os cidadãos. Segurança Pública não é área para politicagem.

Mais treinamento, infraestrutura e salários mais dignos são requisitos fundamentais para qualquer política de Segurança Pública efetiva. Valorizar as polícias é valorizar a nossa própria segurança.

O Movimento Endireita Brasil tem a certeza de que é necessário ter Tolerância Zero com a leniência das leis e com o sucateamento da Segurança Pública, raízes da maior crise de violência urbana que atravessamos.

Artigo originalmente publicado por Ricardo Salles no Estadão.