Tolerância Zero - Ricardo Salles
Tolerância Zero

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Generalizada pelas mais diversas áreas e grupos sociais, a sensação de insegurança define a experiência de ser brasileiro no século XXI. O brasileiro é ameaçado por bandidos nas ruas pavimentadas e mantidas com seu suor. O brasileiro é ameaçado por políticos corruptos em instituições que se sustentam sobre seus ombros. O brasileiro é ameaçado por grupos de pressão que pautam o debate público ditando o que deve e o que não pode ser dito. O brasileiro é ameaçado por uma mídia que despreza e ri de seus valores dentro de sua própria casa. Sem ter para onde correr, nos perguntamos como foi que chegamos a esse ponto, e qual é a solução para esse impasse. A proposta de Ricardo Salles é muito clara: Tolerância Zero.

Tolerância Zero com a permissividade

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O atual estado de coisas é consequência de uma cultura de permissividade. Numa casa limpa e bem organizada, qualquer sujeira aparece. Se não limpamos nossa própria casa conforme ela vai ficando suja, vamos nos acostumando à sujeira, a ponto de nem conseguirmos mais notá-la.

Foi assim que nossas ruas foram tomadas por bandidos de fuzil na mão, que nossas crianças foram expostas ao erotismo em galerias de arte lixo, que nossas universidades passaram a alojar bocas de fumo e que um sindicato deu abrigo a um ex-presidente que ria da cara da justiça ao ignorar uma ordem judicial.

Isso precisa acabar. Tolerância Zero com a permissividade.

Tolerância Zero com a impunidade e a corrupção

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Um povo que tolera essa situação está pronto para tolerar qualquer coisa — até o maior esquema de corrupção da história do mundo. A operação Lava Jato devassou as fundações podres dos maiores partidos políticos do Brasil, que sobre elas se elegeram e governaram sem maiores perturbações desde o início da Nova República. Segundo laudo da Polícia Federal, só na Petrobrás o rombo causado pelo saque à estatal pode chegar a R$ 42 bilhões.

Ainda em 2018, quatro anos depois do início da operação, a percepção da corrupção nacional continua piorando: o Brasil ranqueia próximo a países como Zâmbia e Ruanda. Não é de se admirar: o velho sistema resiste. Escudando-se em pretextos como “prerrogativa de foro”, “trânsito em julgado” e “presunção de inocência” — conceitos nobres que em nossa corroída conjuntura jurídica foram quase esvaziados de seus significados —, a elite política do país sempre contou com a impunidade de um sistema criado para proteger quem tem poder e dinheiro.

Nas ruas e no campo, os bandidos pequenos perceberam que os mais altos cargos da nação eram ocupados por gente de sua laia. Defendidos por ideólogos de esquerda que desejam nivelar por baixo os “direitos iguais” no “garantismo” oferecido aos bandidos ricos, os bandidos pobres passam a desfrutar de cada vez mais mordomias da justiça e até da polícia.

Chega de crime, seja de colarinho branco ou de sangue. Tolerância Zero com a corrupção. Tolerância Zero com a impunidade.

Tolerância Zero com o desarmamento

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Sem poder depender da lei, da justiça e da polícia, ao povo ameaçado só restaria se defender com as próprias mãos. Mesmo essa possibilidade lhe foi negada. Apesar de rechaçado por um referendo acachapante (64% contra 32%), o Estatuto do Desarmamento foi implementado por governantes que, protegidos por seguranças armados, passam longe de conhecer os perigos do país.

Tornado bandido da noite para o dia, regido por um sistema jurídico desarmamentista obtuso e virando estatística de zona de guerra, o brasileiro que só quer exercer a legítima defesa de si próprio, de sua família ou de sua propriedade ficou sem recursos contra o crime. Enquanto o Estatuto do Desarmamento só tira a arma de quem se propõe a andar dentro da lei, os bandidos vagam à solta aterrorizando as famílias.

Assim não dá para continuar. Tolerância Zero com o desarmamento.

Tolerância Zero com o politicamente correto

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Diante desse quadro cruel, resta ao brasileiro tentar mudar as condições legais, jurídicas e de execução do poder público. Mas o povo que pode fazer cada vez menos também pode falar cada vez menos em defesa própria.

Braço extrajudicial da esquerda, o politicamente correto estrangula o brasileiro que trabalha, impedindo-o de se manifestar até mesmo na esfera da vida privada. Por meio dele, valores como a ideologia de gênero passaram por dogmas indiscutíveis nos últimos anos. Manifestações de arte e de entretenimento passaram a seguir uma cartilha estritamente política. No cúmulo da ousadia, o Governo Federal chegou a lançar o Humaniza Redes, perfil no Twitter que servia como polícia de pensamento, como uma das últimas medidas desesperadas do poderio petista.

Queremos o nosso país de volta. Tolerância Zero com o politicamente correto.