Corrupção: Tolerância Zero - Ricardo Salles
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Corrupção: Tolerância Zero

Sempre que a polícia revela um novo caso de corrupção, aparece alguém dizendo que ela não é exclusividade dos políticos e grandes empresários, que ela é generalizada e está espalhada por todas as camadas da população.

Corrupção: jeitinho brasileiro

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Isso não deixa de ser verdade. O papo do “jeitinho brasileiro” é a maneira suave de dizer que temos uma cultura de ignorar as regras em benefício próprio. O jeitinho é tão presente no costume nacional que parece parte de um “mecanismo”. Não foi à toa que o último Ministro da Justiça de Dilma Rousseff chegou a dizer que a corrupção é a “graxa na engrenagem da máquina”, “tolerável” para a economia.

A solução para esse aspecto do problema depende de cada brasileiro decidir entre a vantagem pessoal no curto prazo e um país mais decente para todos no longo prazo.

Corrupção: nos altos escalões

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No entanto, é evidente que essa pequena corrupção cotidiana é muito diferente dos escândalos revelados pelas grandes operações anticorrupção, como a Lava Jato — tanto pelo volume de dinheiro roubado como pela fraude da própria democracia.

Desde a promulgação da Constituição de 88, os donos do poder fizeram e refizeram as normas como bem entenderam, sempre para se proteger. As novas instituições foram construídas para facilitar a criação da “Propinocracia” e para dificultar a punição dos corruptos.

Em primeiro lugar, a indicação direta de apadrinhados políticos para ministérios, secretarias e diretorias de estatais contribuiu muito para o aumento da corrupção. Uma vez dentro de uma estatal, o indicado passava a ser um mero operador de propina dos seus padrinhos.

Ao mesmo tempo, o chamado foro privilegiado transformou o Supremo Tribunal Federal numa corte criminal. Já incapaz de julgar tantos processos, ele acaba sofrendo pressão justamente dos políticos corruptos que deveria julgar. Não é de se admirar que os processos em instâncias inferiores andem, enquanto os do STF avançam em ritmo de tartaruga — quando avançam.

Na contramão de democracias europeias e dos EUA, no Brasil o corrupto não ia preso após o julgamento em 1ª ou 2ª instância, e sim apenas depois de esgotados todos os recursos. Mas a prisão após o trânsito em julgado, jabuticaba que curiosamente só existiu no Brasil durante o julgamento do Mensalão, só valia mesmo para os ricos e poderosos. Somente eles podem bancar advogados caros e recorrer das decisões judiciais com manobras que esticam o processo até a prescrição do crime.

Com a revelação de casos com o Petrolão, o Brasil avançou. Entretanto, com a ajuda do fim das conduções coercitivas, habeas corpus concedidos de baciada, pedidos de vista que duram meses e julgamentos parciais, o velho sistema vai resistindo.

Corrupção: a solução é Tolerância Zero

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Diante desse cenário, ainda parece quase impossível desatar os nós da corrupção brasileira. O Movimento Endireita Brasil, presidido por Ricardo Salles, pensa justamente o contrário: é mais fácil do que parece. E a razão para o otimismo é simples: a corrupção não existe no vácuo. Ela é praticada por indivíduos que foram escolhidos pela vontade popular. É com essa mesma força que eles podem ser removidos, e pela medida mais simples de todas: o voto.

Uma atitude de Tolerância Zero pela via democrática é a nossa melhor aposta para desmantelar os conchavos e desbaratar as quadrilhas que transformaram o Brasil no paraíso dos corruptos.