Redução de impostos: 5 bons argumentos - Ricardo Salles
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Redução de impostos: 5 bons argumentos

Quanto menos imposto, melhor a vida dos pobres. Embora verdadeira, essa ideia deixa muita gente perplexa. É só sugerir redução de impostos que aparece alguém dizendo que, sem o dinheiro da coleta, os pobres ficariam desassistidos. É fácil ver o erro básico dessa mentalidade.

O negócio é que tem gente que acha que imposto é uma espécie de Robin Hood modernizado, que age dentro da lei, taxando a riqueza dos que têm mais para distribuir aos que têm menos. O que pouca gente lembra é que, no tempo do herói, os impostos eram justamente a ferramenta que o governo usava para tomar dos mais pobres. No nosso tempo, isso continua igualzinho.

Os mais influentes pensadores defendem há séculos que a redução de impostos traz benefícios para todas as camadas da sociedade. Para quem gosta de se aprofundar no conteúdo, há argumentos filosóficos e econômicos para todo gosto a esse respeito. Para o homem comum, o que interessa é que, no fim das contas, com menos imposto, tem mais dinheiro no bolso.

1) Redução de impostos: mais consumo

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A ideia de que menos imposto só ajuda os ricos é bobagem porque todo mundo paga imposto. No Brasil de hoje, qualquer pessoa que ganha mais de 2 mil Reais por mês já não fica isenta de declarar imposto de renda. Nossa desigualdade pode ser alta, mas ninguém pode dizer que ganhar 2 mil por mês é coisa de rico.

Além do mais, se os mais ricos podem consumir mais, qual é o problema? Isso só significa mais demanda de trabalho para todo mundo. Afinal, como seria o mundo se a redução de impostos só favorecesse os mais ricos? Sobraria mais dinheiro, e eles passariam a consumir mais, o que geraria mais oportunidades de renda para todos. A ideia contradiz a si própria.

2) Redução de impostos: mais emprego

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Nas contas de uma empresa, todos os custos pesam: matéria-prima, fornecedores, funcionários e, é claro, impostos. O dinheiro que vai para os impostos poderia ser mais bem empregado em cada uma dessas coisas, entre elas, a ampliação do quadro de funcionários.

E isso beneficia todo mundo: da gerente da loja de roupa ao ajudante do chapeiro do carrinho de cachorro-quente — sem falar nos profissionais autônomos, que, diante do aumento geral da demanda, podem explorar novas oportunidades, criando ainda mais empregos.

3) Redução de impostos: salários mais altos

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Quando um empresário sente um alívio nas despesas da empresa, ele não vê apenas a oportunidade de ampliar seu quadro de funcionários. Ele vê também a chance de elevar a qualidade da sua produção, contratando profissionais mais capacitados ou até mesmo mão-de-obra especializada. Para poder captar os melhores profissionais, ele é obrigado a elevar o nível da sua oferta, oferecendo salários melhores.

E isso não vale apenas para novas contratações. Para qualquer empresário, sempre há o risco de funcionários especialmente valiosos serem atraídos por outras empresas ou oportunidades de abrir seu próprio negócio. Perder funcionários com muito tempo de casa, por exemplo, pode significar meses de queda na produtividade em processos de recrutamento e treinamento. Em certos casos, um quadro pode ser até mesmo insubstituível — por exemplo, em cargos de confiança ou ofícios de alta especialização com mão-de-obra escassa. Diante de uma redução de impostos, um empresário pode optar justamente por garantir a manutenção de funcionários de valor, seja pela experiência, pela capacitação técnica ou pelo laço de confiança.

4) Redução de impostos: preços mais baixos

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Não é uma regra que a toda redução de despesas corresponda uma queda de preços. É verdade: diante de uma redução de impostos, o empresário pode simplesmente decidir aumentar sua margem de lucro. É direito dele. Acontece que, num mercado livre, se outro empresário decidir manter a margem de lucro menor e, por outro lado, aprimorar a qualidade do produto, diminuir o preço ou aumentar a produtividade, vai acabar vencendo a concorrência. E isso é exatamente o que acontece.

Numa economia aberta, cada empresário é livre para estipular os preços de sua mercadoria, mas, no final, quem decide os preços realmente praticados é sempre o consumidor.

5) Redução de impostos: menos miséria

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No Brasil, os altos impostos sobre bens e serviços atrapalham principalmente o cidadão comum. Por exemplo: tanto o pobre quanto o rico abastecem o carro no mesmo posto de gasolina, e pagam mais que o dobro do que poderiam pagar sem os impostos. Comparando o impacto desse gasto extra em cada orçamento, não é difícil entender que a corda estoura do lado mais fraco.

Como o Movimento Endireita Brasil, presidido por Ricardo Salles, prova na prática todos os anos com o Dia da Liberdade de Impostos em São Paulo, a solução não tem nada de mágico ou misterioso. Se todo mundo passa a pagar menos para o governo, todo mundo tem mais dinheiro para gastar no que bem entender. Menos imposto significa menos para o governo e mais para quem realmente trabalha e produz.

O que falta no Brasil é o espírito do verdadeiro Robin Hood — aquele que tomava dos coletores de impostos para devolver aos pagadores de impostos.