Devolução das Estatais: um novo programa para o Brasil - Ricardo Salles
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Devolução das Estatais: um novo programa para o Brasil

O Brasil melhorou com as privatizações dos anos 90. No setor da telefonia, a eficiência aumentou, a corrupção diminuiu, os preços despencaram, os cabides de emprego desapareceram e a farra com o nosso dinheiro acabou. Mas, como diz o ditado, alegria de pobre dura pouco. E é aí que entra o Programa de Devolução das Estatais.

O modelo das privatizações deu certo para a sociedade, mas despertou o instinto de sobrevivência dos dinossauros da velha política. Defendendo os próprios interesses, eles conseguiram emplacar a ideia de que privatizar é “vender o país”. Do outro lado, os responsáveis pelo avanço, em vez de se orgulharem dele, ficaram na defensiva e mudaram de lado, passando a criticar as privatizações que foram interrompidas muito antes de se concluir o ciclo completo da modernização da economia.

Devolução das Estatais: uma nova perspectiva

Como não adianta dar murro em ponta de faca, o Movimento Endireita Brasil tenta agora uma nova abordagem. Já que não se consegue vender as estatais, propomos simplesmente “devolvê-las” a todos os brasileiros. Nosso plano é muito simples: o governo distribui igualmente, entre todos brasileiros portadores de CPF, as ações referentes às estatais municipais, estaduais e federais. Eles não dizem que as estatais são do povo? Então que sejam finalmente entregues a seus verdadeiros donos.

devolução das estatais

Só entre as principais estatais listadas na Bolsa de Valores, o valor de mercado aproximado soma 511 bilhões de Reais. No caso de São Paulo, esse valor, dividido entre as pessoas, ultrapassaria de 10 mil Reais para cada família. Se levarmos em conta as empresas restantes, não listadas na bolsa, o valor pode se aproximar de 900 bilhões de Reais.

Ainda acreditamos que a privatização das estatais é uma das principais medidas para estancar a sangria da corrupção, da improdutividade e da ineficiência. Mas enquanto ela não sai, vale a pena exigir de volta o que é da sociedade por direito. Afinal, se o petróleo é nosso, por que é que nós não podemos dar um pio a respeito dele? Chegou a hora de devolver ao povo o que é do povo.

Matéria originalmente publicada por Ricardo Salles no jornal O Diário, de Barretos.