Mais emprego, só com menos governo - Ricardo Salles
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Mais emprego, só com menos governo

Se você é um dos cerca de 14 milhões de desempregados no Brasil, pode colocar a culpa no governo sem medo, mas que seja pelo motivo certo: sempre que o governo interfere no trabalho das pessoas, o que ele acaba fazendo é eliminar empregos, e não gerar mais emprego.

Antes de mais nada, não é função do governo dar mais emprego para ninguém, nem do ponto de vista da Constituição, nem de qualquer modelo de país que tenha dado certo no mundo. Governo serve para cuidar do básico: Saúde, Educação, Segurança Pública e Defesa Nacional. Tudo isso acaba gerando emprego, claro, mas para uma minoria.

Na grande maioria dos casos, quem gera emprego é sempre um “louco” que, com algum dinheiro sobrando ou com um empréstimo do banco, decide apostar no salão de beleza, no trailer de lanche, na transportadora, na fábrica de móveis, no frigorífico, enfim, na expectativa de melhorar de vida.

Mais emprego: empreendedorismo

mais emprego

O nome dessa “loucura” é empreendedorismo. No Brasil, ela só não dá tão certo quanto poderia por culpa do governo. É o governo que, cobrando tanto imposto, faz o candidato a empresário colocar tudo na ponta do lápis e concluir que compensa continuar como funcionário. É o governo que impõe uma série de entraves que parecem planejados para fazer o empreendedor desistir antes de começar.

Toda vez que você escutar um político tradicional prometendo mil e uma medidas para oferecer mais emprego, você tem toda razão em ficar desconfiado. A melhor coisa que o governo pode fazer para gerar mais emprego é tirar o time de campo.

Nem todo mundo tem espírito empreendedor, mas defender o empreendedorismo é defender o emprego de todo mundo: do porteiro ao presidente da empresa. O Brasil precisa de mais “loucos” assim, e de menos da camisa de força do governo.

Artigo originalmente publicado no jornal O Diário, de Barretos, por Ricardo Salles.