Greve dos caminhoneiros: a redução do Estado é a solução - Ricardo Salles
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Greve dos caminhoneiros: a redução do Estado é a solução

Nessa última semana o Brasil parou. Hospitais desabastecidos, desperdício de alimento, prateleiras vazias nos supermercados: essas são algumas das consequências da greve dos caminhoneiros. Por pior que seja o cenário atual, não dá para dizer que eles não têm motivo para se revoltar.

Todo ano, 156 dias do nosso trabalho são tomados pelo governo. Você não leu errado. É só colocar na ponta do lápis todos os seus rendimentos e tudo que você pagou de impostos ao longo do ano. Em 2018, por exemplo, você vai descobrir que trabalhou do dia 1º de janeiro ao dia 5 de junho apenas para sustentar o governo.

Essa conta assusta, mas fica mais clara se você levar em conta não só o imposto de renda do fim do ano, mas também os impostos que paga sobre bens e serviços todos os dias. Com os impostos sobre produtos, 35% da manteiga do seu pão na chapa, 33,9% dos seus remédios e 54,8% do chope do fim de semana vão para dar de mamar ao governo. Sem falar que os produtos e prestadores de serviço pagam exorbitantes 55% de imposto na gasolina para chegar até você. É essa bola de neve tributária que esmaga o trabalhador brasileiro — e que levou os caminhoneiros a tomar essa atitude drástica.

Para piorar, o que o governo oferece em troca são serviços públicos de nível tenebroso: cidades violentas, filas infinitas em hospitais e uma educação pública que prefere ensinar ideologia de gênero em vez de português e matemática. Tudo graças à má gestão, à corrupção e a privilégios escandalosos, especialmente para um país com tantas carências.

Para tirar essa conta das costas do trabalhador, não tem mistério: é enxugar o estado, por meio da redução de impostos e da privatização das estatais com seus generosos cabides de empregos.

Foi em protesto contra esse sistema inaceitável que o Movimento Endireita Brasil inaugurou em São Paulo há dez anos o Dia da Liberdade de Impostos. Nele, vendemos gasolina com os impostos descontados, num dia especial: quando o brasileiro deixa de trabalhar para o governo e passa a trabalhar para si mesmo — este ano, em 5 de junho. Com a renovação da classe política que podemos fazer nas urnas, vamos lutar para que esse dia possa chegar todo ano bem mais cedo.

Artigo de Ricardo Salles publicado no jornal O Diário, de Barretos.